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MERCADO | Automóveis e motos registam queda histórica


A CHEGADA DO COVID-19 A PORTUGAL, RESULTOU NUMA QUEDA VERTIGINOSA NAS VENDAS DE AUTOMÓVEIS E MOTOS, COM NÚMEROS HISTÓRICOS QUE NEM AS PIORES CRISES ECONÓMICAS (DE QUE HÁ MEMÓRIA) TROUXERAM AO NOSSO PAÍS.

Nem em fevereiro de 2012, em plena crise financeira internacional, com uma descida histórica de 52,3%, o mercado automóvel caiu tanto num único mês, como no passado mês de Março (-56,6%) e em abril de 2020 chegou-se a um registo ainda pior (-84,6%) no número de matriculas atribuídas.

No passado mês de abril foram matriculados pelos representantes legais de marca a operar em Portugal, 3.803 veículos automóveis, ou seja, menos 84,6 por cento do que em igual mês do ano anterior.


Em termos acumulados, o período de janeiro a abril de 2020 colocou em circulação 56.744 veículos novos, o que representou uma diminuição homóloga de 39,8 por cento. A recuperação vai ser lenta, certamente, e nas motos o cenário não é melhor.


MOTOS 'TRAVAM' A FUNDO

Apesar de garantir, simultaneamente, as necessidades de mobilidade e de distanciamento social, o mercado de ciclomotores, motociclos, triciclos e quadriciclos registou uma queda histórica de 77,1 por cento, que afectou de forma transversal todos os seus segmentos.


Em abril de 2020, o mercado dos representantes oficiais de marca a operar em Portugal, de veículos novos de duas rodas, triciclos e quadriciclos, registou uma queda de 77,1 por cento face a igual mês do ano anterior, tendo sido matriculadas 658 unidades.


Em termos acumulados, no primeiro quadrimestre de 2020, foram matriculados 7.102 veículos em Portugal, o que correspondeu a uma diminuição homóloga do número de unidades matriculadas de 25,3 por cento.


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