MOTO2 | Novos Dunlop melhoram o ângulo de inclinação
- Por Ricardo Ferreira
- 5 de mai. de 2019
- 3 min de leitura

POUCO SE VIU MAS AS MOTOS DE MOTO2 COMPETIRAM NO GRANDE PRÉMIO DE ESPANHA COM NOVOS PNEUS DA DUNLOP. TÊM MAIS 10 MM DE DIÂMETRO E NOVOS COMPOSTOS, ALTERAÇÕES QUE TRANSMITEM MAIS POTÊNCIA AO ASFALTO, MAIOR SUPERFÍCIE DE CONTACTO E MAIS 'GRIP'.
A Dunlop foi o único fornecedor de pneus de Moto2 desde o arranque da categoria, em 2010. Ao longo da última década, a Dunlop evoluiu e melhorou constantemente, através de novas tecnologias, a sua gama de pneus para Moto2, tal como faz com a gama de pneus SportSmart de estrada para o segmento hypersport.

Este ano, as motos da classe intermédia viram aumentar tanto a sua potência como o seu binário, graças à troca para os motores tricilíndricos Triumph. A Dunlop decidiu fornecer os pneus de 2018 nas primeiras corridas do ano, para que as equipas pudessem centrar-se na adaptação ao novo motor. Este fim de semana disputou-se a primeira corrida da temporada em solo europeu, com a realização do Grande Prémio Red Bull de Espanha, e a Dunlop aproveitou a ocasião para apresentar um novo pneu traseiro 200/75 R17, concebido especificamente para os competidores de nova geração, e que substitui o pneu 195/75 R17 anterior.
Stephen Bickley, Engenheiro Chefe de Competição, explica a razão pela qual o novo pneu é apresentado em Jerez: “O pneu de 2018 mostrou ser mais que capaz de cumprir com a performance das novas motos. Ao utilizá-lo nas corridas iniciais, a equipa técnica da Dunlop pode recolher informação e perceber como os novos motores Triumph influenciam a performance do pneu; e verificar se estava a ser gerado mais calor proporcionou-nos dados valiosos para o pneu traseiro de maiores dimensões que desenvolvemos para a temporada de 2019”.

“O pneu 200/75 R17 é um pneu fisicamente maior que o 195/75 R17, tendo o respetivo diâmetro aumentado 10 mm face ao seu predecessor. Este aumento proporcionará aos pilotos uma melhor tração tanto em aceleração longitudinal como lateral. A estabilidade dos pneus de Moto2 sempre foi uma caraterística muito apreciada, e os pilotos dizem-nos que melhoramos neste capítulo com a nova forma, controlando cuidadosamente a rigidez dos pneus em todos os ângulos de inclinação”.
UM COMPOSTO MAIS DURO

Além de lançar a nova medida de pneu, a Dunlop também optou por escolher um composto mais duro que em anos anteriores nas atribuições de pneus para Moto2 neste circuito. Esta decisão tem baseia-se no facto de Jerez possuir um asfalto mais agressivo desde que o circuito foi reasfaltado. Os novos pneus e a gama de compostos foram avaliados em três traçados distintos: Jerez, Valência e Aragão, assim como nas instalações de testes da Dunlop em Mireval, França. Em alguns circuitos, como Le Mans, a Dunlop espera poder utilizar compostos mais macios que em 2018.
Estes pneus de Moto2 incorporam as mais recente tecnologias que foram incluídas na nova geração de pneus de estrada hypersport da Dunlop, como o inovador sistema de controlo de pressão NTEC, os compostos MultiTread e a tecnologia de controlo de calor, que combina um composto externo de longa duração com uma camada base que gera calor e melhora a performance, para uma máxima durabilidade, assim como para uma maior aderência logo desde os primeiros momentos de utilização.
NOVOS PNEUS PARA AS MOTO3

Ninguém poderá afirmar que a classe de acesso do Mundial é parca em emoção, com mais ultrapassagens numa só corrida que muitos campeonatos numa temporada, mas a Dunlop decidiu acrescentar um pouco mais de emoção.
Desde que foi eleita fornecedor oficial de pneus, em 2012, a Dunlop sempre levou, pelo menos, dois compostos para piso seco diferentes para cada corrida, mas todas as equipas tendem a escolher o mesmo, geralmente o composto médio. A partir de Jerez, a Dunlop oferecerá às equipas a opção de dois novos pneus traseiros, além de apresentar um novo pneu dianteiro de composto macio.
Os traseiros, macio (código S2) e duro (código H4), contam com uma maior diferença de performance entre si do que os pneus de anos anteriores. Segundo Gary Purdy, Engenheiro Líder de Apoio em Pista da Dunlop no programa de Moto3TM, tal fará com que as equipas pensem mais na estratégia: "Os testes demonstraram que o pneu macio poderia ser mais rápido nas primeiras voltas da corrida, com um rápido tempo de aquecimento, mas na parte final da corrida o duro pode ser o pneu mais rápido. Ambos os pneus são capazes de funcionar de forma consistente durante todas as voltas, mas a diferença de caraterísticas acrescentará um fator adicional à planificação de uma estratégia de corrida”.


















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